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casa camelo

Método 2

Investigações em pintura reunidas em pequenos formatos

Método 2 — divulgação · 01
Método 2 — divulgação · 01
2026

Sobre o projeto

“Repetir, repetir — até ficar diferente. Repetir é um dom do estilo.”
Manoel de Barros

Ao pensar na exposição Método 2, é inevitável retomar a pergunta que originou a primeira mostra: como os artistas constroem seus processos de criação em pintura? Se, antes, nos aproximamos da ideia de todo a partir de um afastamento da pesquisa científica, agora o interesse está justamente em tensionar essa relação, ensaiando uma aproximação possível.
Em Método 2, dezesseis artistas apresentam pinturas de pequeno formato reunidas em grande quantidade. Cada trabalho se configura como um registro condensado de escolhas, repetições e desvios que, embora singulares, partem de procedimentos que frequentemente se aproximam. Ao convidar os artistas para a exposição, propus uma questão: se você definisse uma lista de procedimentos da sua abordagem na pintura, qual seria? A partir das respostas e de uma aproximação quase estatística desses processos, é possível sintetizar um circuito recorrente:
selecionar → organizar → tensionar → observar → decidir → repetir → acumular.

Se, no pensamento científico, o método busca conduzir a resultados replicáveis, na pintura ele se revela como um circuito operacional sujeito a transformações constantes. Cada artista seleciona, organiza, tensiona e executa seus procedimentos a partir de uma intenção, atravessada por sua experiência e por seu método individual: alguns partem de imagens coletadas; outros, de gestos repetidos, de sistemas geométricos, de texturas acumuladas, de experiências vividas, de sensações ou sonhos, de relações cromáticas ou de um imaginário que se reorganiza a cada nova tentativa.

Embora cada artista estabeleça suas próprias regras, as estratégias de abordagem apresentam pontos de convergência. Diante desse campo que é, simultaneamente, compartilhado e singular, a pintura aparece menos como resultado e mais como um processo em constante movimento, no qual cada gesto abre a possibilidade de outro.

Há um imaginário persistente do artista isolado em seu ateliê, mas a prática revela outra coisa: trocamos técnicas, partilhamos procedimentos, reconhecemos no fazer do outro soluções para questões próprias. Pintar também é uma forma de escuta. Nada se faz inteiramente só.

Talvez por isso, ao reunir essas pinturas e artistas, não vejamos apenas obras, mas um tecido de aproximações em um campo onde métodos se tocam, se desviam e se contaminam. E, nesse movimento contínuo de repetição e diferença, a pintura insiste: não como resposta, mas como pergunta que se refaz a cada gesto.

— Luiz Lemos

Artistas participantes

Alessandro Lima; Antônio Cigania; Bárbara Elizei; Beatriz Pessoa; Bruno Amon; Carolina Botura; Cavi Brandão; Dolores Orange; Fernando Pena; Fernanda Campos; Fernanda Luz; Lucas Matoso; Luiz Lemos; Luiza Schiavo; Rafael Zavagli; Clara Salles.

Período
Abertura em 19 de março de 2026
Local
Casa Camelo · Belo Horizonte

Como foi.

Imagens dos encontros na Casa.

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Cartazes e chamadas

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Vídeos

Registros do projeto, dos encontros e dos processos.

Os vídeos deste projeto serão acrescentados em breve.

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